Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Não insista!


Não insista!

“Tentei lhe ligar, mandei e-mail, ‘in box’ no Facebook, mensagem no Instagram e você não me responde, me bloqueou, eu queria a sua amizade, gosto de você e da sua companhia...”
....
...
..
.
“Eu só queria saber o porquê de você ter sumido e me bloqueado, sinto muito a sua falta...”
....
...
..
.
Querido,
Querida, 
Senta aqui.
Vamos conversar!
Já passou pela sua cabecinha que está pode ter sido a minha forma sutil de dispensar a sua companhia e amizade?
Que 
Eu 
Não 
Quero
Ser 
Sua 
Amiga
Ou
Ter
Intimidade
Com 
Você? 
... E que não sou obrigada a prestar-lhe satisfações sobre nada (inclusive disso!), porque também não sou obrigada a gostar de você?
Que
Eu 
Gosto 
De 
Evitar
Convívio
Com
Quem 
Não 
Admiro?
Ou que, simplesmente, eu não gosto da sua forma de pensar, de viver e de “ser” na vida, logo, não quero você presente na minha?
Nem todas as pessoas são iguais. Nem todos precisam de companhia. Nem todos querem amizade ou romance. Nem todos querem conversar. Existem pessoas que aprenderam a se conhecer e descobriram que se sentem mais felizes, mais distantes da depressão e até da ansiedade quanto mais em solitude estiverem.
Não compreende isso? Não “concorda”, não aceita ou duvida?
Tá, vendo?!
Não 
Foi 
Deletada
Da
Minha 
Vida
Em 
Vão.
Vá ser feliz como quiser, mas pare de insistir para ter a minha atenção. 
O máximo que você vai conseguir é o meu mais “sincero” nojo. 
Obrigada.

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