Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

sábado, 20 de janeiro de 2018

Vai ter homem desinformado tomando fora, sim! Porque eu não sou obrigada a nada.



Ontem, dia 19/01, fui contatada por um cidadão que parecia muito bonito na foto do WhatsApp, além de educado e inteligente, apesar de querer me chamar de “amor”. Pedi para não o fazer. Queria me encontrar hoje e amanhã, domingo. No horário combinado, há pouco, chegou. Não me beijou direito, quis ir ao quarto direto. 
Parecia nervoso, logo não o achei mais bonito. Em menos de 1 minuto o cidadão se despiu inteiro. E eu sentada, obviamente bem trajada e de pernas cruzadas, observando aquela pressa assustadora. De repente ele deitou-se e me chamou. Eu só disse: “Rapidinho você, hein?!”. Ele então me beijou. Odiei, assim como havia odiado todos os atos dele desde que passou pela portaria do meu prédio. Logo, virei para ele e disse que o encontro estava cancelado. Ele disse que não “entendia”, pois “não fez nada”, eu disse-lhe que era exatamente por isso: se despiu sem fazer nada e me chamou como se estivesse lidando com uma desesperada por dinheiro. 
Ele pediu desculpas e etc., mas uma vez anojada eu não volto atrás! Eu disse a ele que, se realmente havia lido o meu site deveria saber que eu não me importo em deixar de lucrar para manter o amor próprio e a dignidade e que não dou continuidade a encontros com quem não me agrada! Aguardei o cabra se vestir, peguei uma água, ofereci, ele não quis, pois estava colocando as meias (Ha-Ha-Ha! Pausa para gargalhar!), logo o levei até a porta da sala para ir embora. 
Homens, prestem atenção: eu não tenho um site com meu nome verdadeiro em vão. Eu não tenho um diário lá para contar mentirinhas. Eu não me intitulo “seletiva” para fazer “charme”. Eu não tenho pena de macho que me procura e não sabe agir. Eu teria pena é de mim se me prestasse a dar continuidade a este tipo de “interação”! 
Ou seja: se quiser vir até mim, não adianta ficar tenso, nervoso ou com medo. Você tem que ser bom de papo e de “pegada”. Se isso lhe parece difícil, se você quer massagem no ego, se você quer ser “servido” por alguém que você paga, então não me procure! Eu estou longe de morrer de fome, mas ainda que estivesse morrendo à míngua não faço nada só para agradar a homem ou pessoa alguma nesse mundo. 
Eu faço para me agradar, eu faço porque gosto e não omiti isso nunca, nem nas entrevistas que dei, nem no meu site ou blog, azar de quem não acredita e arrisca-se a fazer feio na minha frente. Perco grana, desperdiço cremes, perfume e batom, mas não perco a dignidade! Ah, não, isso não, isso nunca! Jamé!
Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 20 de janeiro de 2018.

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