Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Sobre a excessiva, "vulgar" e desnecessária exposição virtual das "acompanhantes" nas redes sociais.

Sobre a excessiva, "vulgar" e desnecessária exposição virtual das "acompanhantes" nas redes sociais.

Eu tenho um site com fotos nua? Sim, eu tenho. Eventualmente posto fotos tomando sol ou de camisola (peça "íntima")? Sim, eu posto. As segundas nunca tiveram propósito profissional (aqui me referindo a profissão de acompanhante), as primeiras, logicamente, sim. 
Desde que pesquisei sobre sites de acompanhantes em meados de fevereiro de 2016, ainda residindo no interior do MT, vi anúncios que julguei tenebrosos: fotos com muito trato by Photoshop ou ginecológicas. "Expositivas" ao extremo! Pois minhas primeiras fotos anunciadas não tinham nenhuma nudez, fiz algumas selfies e coloquei no blog, mas elas mostravam os seios e o contorno do corpo (o que selfies elegantes conseguem "captar"). Eis que, mesmo no começo desta aventura, nunca recebi nenhum homem que não fosse de altíssimo nível, respeitoso e de bom trato. 

Para ilustrar, faço aqui um parêntese: 

Exemplos das selfies referidas acima e tiradas na piscina da minha casa em Sorriso/MT:









Exemplo das fotos do anúncio inicial tiradas pelo amigo Roni Ribeiro que, na época, não era fotógrafo profissional: 





(NENHUMA DAS FOTOS ACIMA FOI TRATADA. ATÉ HOJE EU NÃO ACEITO PHOTOSHOP NAS MINHAS FOTOS PROFISSIONAIS OU NÃO.)

Atualmente, não sei se graças aos tempos de crise econômica ou a algum surto de "exibicionismo crônico" as "acompanhantes" tornarem-se, nos atos virtuais, mais escrachadas do que prostitutas que cobram R$ 50,00 (ou menos) nas sinaleiras da vida: são sites ou perfis no Twitter com vídeos ginecológicos de baixo nível e fotos também deste naipe. 
E os "homens" adoram, mas, eis a questão: qual é o "tipo" de "homem" que essas mulheres atraem? (Sim, porque eles não são todos iguais!). Desde a feitura das minhas fotos eu foquei num "nicho" de homens: os elegantes, respeitosos, não misóginos e discretos. Exposição demais atrai quais? Via de regra, viciados em pornografia, punheteiros e homens sexualmente egoístas que enxergam a mulher como um objeto para usar a seu arbítrio. 
Não há seleção intelectual prévia dos pretensos clientes, apenas "irrigação" de ego e de julgamentos machistas. É desnecessário expor-se ainda mais quando você já está colocando preço na sua companhia! Isso fomenta o risco de receber homens toscos que nem transar sabem! Pra que isso? 
Pra que atrair pessoas perversas até em momentos inapropriados (gente que procura pornografia na internet até enquanto estão no banheiro)? Se você cobra pelo seu "acompanhamento" inclua nele seus atos, suas partes íntimas, seu corpo! Tente minorar os riscos já existentes e resguardar-se mais! 
Se você for boa no que faz, não irá morrer de fome, logo, não precisa alimentar a misoginia e a perversão de tarados de internet! Elegância atrai elegância, fineza atrai fineza, discrição atrai discrição e, sobretudo, seletividade atrai seletividade! 






Convém dizer que pior que isso tudo é fazer rifa na internet e, ainda, se intitular "acompanhante de luxo".
Mulherada: valorizem-se, pois ninguém fará isso por vocês! Ah! E, por favor, parem de fazer feio e passar vergonha na internet ajudando a "avultar" o número de misóginos bagaceiras no mundo.
Obrigada!
Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 12 de julho de 2017.

Nenhum comentário:

Postar um comentário