Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Tarde de 4 horas de sexo delicioso e algumas elucubrações sobre o ego masculino.

Boa tarde pessoas belas!
Hoje passei 4 horas com um cliente adorável, que, por sua vez, não gosta que nossos encontros se tornem relatos.
Ao longo destes quase 10 meses como cortesã de luxo verifico todo tipo de atitudes provenientes do ego oriundas dos homens, impossível, para mim, feminista que sou, não observar certas condutas com certo "susto", para dizer-lhes pouco.
Já vi homens apaixonados querendo abster-se de pagar, logo após me conhecerem, sendo eles casados. Já vi homem apaixonado convencer-se de que nada sentia e passar a agir como quem nunca sentiu nada, pois "como", após o divórcio iminente, ele iria "namorar" uma acompanhante? Ele não conseguiria, por mais especial que fossem os sentimentos e ainda que houvesse correspondência. Já vi clientes ficarem com ciúmes de outros clientes,  querendo competir em qual relação sexual eu gozei mais! 
Um, no segundo encontro, chegou às raias da loucura e ficava me dizendo: "Safada, diz pra mim que você só fode gostoso desse jeito comigo!". Ignorei, ignorei até que na terceira afirmação saí de cima dele e broxei. Eu gosto de sexo. Do contrário não seria acompanhante de luxo de notória exigência e criticada por aqueles que não passam no meu crivo de sapiosexual e de idade, afinal, não atendo homens com mais de 70 anos e que escrevam ou falem errado. É meu direito e ponto final.
Talvez eu possa fazer sexo de forma diferente quando e se me apaixonar e amar alguém. Não planejo isso, mas nunca digo "nunca". De resto, sendo o homem bom de toque, língua e líbido eu serei a "boa de pegada" (ouvi isso outro dia...Risos...) que me tornei, sim!
Alguns clientes, sobretudo os assíduos, acabam cativando-me, ganhando carinho e atenção especial, porque o convívio leva a isso. E o meu foco é fidelização de clientela, não quantidade. Quero um nicho de clientes, não me esforço para atender o cidadão que economizou meses para vir me ver e que só poderá voltar o ano que vem: privilegio os cultos que podem vir com assiduidade. Dentro do ramo não tenho talento para rotatividade e promiscuidade, assim como nunca tive a vida inteira!
Já lhes contei que tive 8 namorados com quem mantive relações sexuais antes de resolver me tornar acompanhante? Então, eu gosto de sexo com entrega e qualidade, não de coisinha banal, de coisinha cheia de nojinho e de ter 5 homens na minha cama num único dia!
Simples, este é o meu jeito! Não me adéquo á regra da maioria das acompanhantes, mas, quem me conhece profundamente, sabe que eu não me adéquo à nenhuma regra. Sou um ser humano "diferente!", para dizer pouco. Apreciável por quem tem gostos gourmet, gostos bons, gostos caros e Q.I elevado.
Beijos de luz!
P.S.: O cliente que passou a tarde comigo não se ofende ao ler isso, ele sabe minha forma de pensar e que, para mim, só cristais são tão frágeis quanto ego masculino.

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