Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Micro tutorial para os homens recuperarem o senso do ridículo.

No tutorial de hoje eu vou ensinar aos homens (ou seriam garotos?) a terem noção do ridículo: 

1- não chamem uma acompanhante no WhatsApp as 7h da matina só para elogia-la; 
2-nem toda mulher é carente de elogio, nem toda mulher tem paciência com mimimi
3- algumas sabem que são belas e socialmente "damas"; 
4- não leciono mais Direito Constitucional, principalmente com pretenso cliente desabonado (todavia, por R$ 1.000,00 a hora eu transo e ainda ensino tudo Constitucional!); 
5- Ah! Não pechinchar, quando o assunto é encontro sexual, é obrigação e você não merece confete parça! 
6- se eu não tivesse bom humor já estaria presa; 
7- vai tomar um banho de água gelada e se valer do "5 contra 1" pensando em mim (ou em quem quiser), pois já dizia o poeta: "sonhar não custa nada". E se masturbar também não!
7- Há também a "incrível história" do macho que quer marcar sem antes saber o preço! Francamente? As acompanhantes devem estar cobrando muito pouco em Brasília para o macharedo chegar em mim com tal conversa (isso é frequente). 
(Parêntese: Dica para a mulherada: valorizem suas companhias prezadas, aprimorem o Q.I. e a cultura (com leitura!), cursos e etc., cuidem da pele, dos dentes e do rosto, não só o corpo e inflacionem-se! Obrigada.)
(Eu aceitava cartão, mas só débito. Não sou mercadoria para ser parcelada ou paga no crédito). 
Gosto de clientes seletivos que vem e voltam, quem precisa pagar no crédito não tem "potencial de fidelização". Meu objetivo: pouca rotatividade, clientes satisfeitos e lucro sem perder a dignidade. 

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